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Postado em mar 17, 2016 em Dança, Destaque

Porto Alegre Cia de Dança no Teatro São Pedro

 
A Porto Alegre Cia de Dança mostra as duas obras mais recentes de seu repertório pela primeira vez no palco do Theatro São Pedro. Com preços populares, os espetáculos “As Únicas Coisas Eternas São As Nuvens” e “Eu Estive Aqui” ficam em cartaz de 31 de março a 1º de abril e dias 2 e 3 de abril, respectivamente. As apresentações comemoram ainda o 8° aniversário da companhia. Os ingressos já estão à venda na bilheteria do Theatro São Pedro (serviço abaixo do texto) e no site Compre Ingressos.

“As Únicas Coisas Eternas São As Nuvens”, coreografia que estreou no ano passado, cultiva o poder sintético das imagens, metáforas e outros tantos recursos da poesia de Mario Quintana. Assinada por João Butoh, utiliza técnica japonesa de dança e fica em cartaz de 31 de março à 1º de abril.

Já a montagem “Eu Estive Aqui”, sucesso que percorreu o país e exterior, será apresentada dias 2 e 3 de abril. Inspirado na observação da eterna e infrutífera tentativa humana de aprisionar o tempo, este espetáculo estreou em 2010 em Wuppertal (Alemanha), cidade sede do Tanztheater da importante coreógrafa Pina Bausch. São 50 minutos de um ritual mágico e hipnótico criado pelo coreógrafo e bailarino escocês Mark Sieczkarek e com direção geral de Tânia Baumann.

Sobre As Únicas Coisas Eternas São As Nuvens

O paulista João Butoh concebeu a coreografia utilizando a técnica de dança japonesa Butoh, principal referência de seu trabalho como bailarino, professor e coreógrafo, que inclusive incorporou em seu nome artístico.

Considerado o maior expoente da dança Butoh na América Latina e um dos grandes nomes da técnica no mundo, João Butoh é fundador e diretor da Ogawa Butoh Center e a Cia de Butoh, onde pesquisa e desenvolve a Técnica Aiar Butoh, de sua autoria.

No palco, encontram-se seres míticos, os anjos de Quintana, que ao som da voz de seu criador e de músicas que o inspiraram, transitam por situações cotidianas. Vivenciam opostos, tão presentes no Butoh, como a beleza e a decrepitude, a simplicidade e a complexidade, o cômico e o trágico; e desta forma lúdica, através da poesia, transportam o expectador para um mundo mágico, muito além das dualidades.

Um espetáculo delicado e esteticamente marcante, que incorpora a dança Butoh como forma de dar vida aos personagens extraídos do universo das obras do poeta que tinha como característica marcante a genialidade lírica expressa de forma simples e acessível.

A técnica Butoh:

A dança Butoh nasceu no Japão, ainda nos anos 60. O estilo foi criado por Kazuo Ohno e Tatsumi Hijikata como um movimento cultural para impedir a invasão da cultura ocidental no pós-guerra. Logo que surgiu, era chamada de Ankoku Butoh, hoje simplesmente Butoh.

É através da alma, das emoções, da vivência de cada um que são criadas as sequencias gestualísticas que formam o Butoh. É uma das mais arrojadas formas de dança contemporânea, em que o performático mergulha na viagem corporal que conduz à poesia, através da mobilidade ou imobilidade das extremidades corporais. Expressa tantas ideias diferentes que é impossível defini-la. Ela apenas choca e surpreende.

Por aqui a relação com o Butoh é antiga, além de Kazuo Ohno, que veio ao Brasil três vezes (em 1986, 1992 e 1997), os grupos Sankai Juku, Natsu Nakajima, Anzu Furukawa, Ko Muroushi, Min Tanaka, Carlotta Ikeda e sua Cia., a Ariadone, também já se apresentaram em nosso país.

O alemão Peter Sempel realizou o filme ”Just visiting this planet”, rodado em dez países (inclusive no Brasil) onde acompanhou Kazuo Ohno. Na obra, ele combina o valor documental a uma sensível interpretação do universo deste mestre que aos 95 anos em 2001 (morreu aos 103 anos) ainda arrebatava plateias com suas coreografias que pretendiam revelar “as formas da alma”.

Sobre Eu Estive Aqui

No palco, painéis translúcidos também convidam a um mergulho sensorial, induzido pelas trocas de luz. Um pandeiro ritmado que misteriosamente conecta um figurino elegante ao cenário inspirado na flora brasileira. Um desejo de quero mais fica suspenso no ar quando surge o silêncio deixado pela trilha sonora embalada pelo Cordel do Fogo Encantado, Caetano Veloso e Naná Vasconcelos.

Com mais de 30 obras já apresentadas em quase todos os países europeus, o artista escocês trabalhou de 1985 a 1988 sob direção de Pina Bausch. Em Eu Estive Aqui, sua segunda coreografia para a companhia gaúcha, ele misturou alegria e intensidade, resgatando componentes do balé, com deslocamentos simétricos e precisos, e incluindo signos universais que lembram o folclore brasileiro e a dança oriental. Sieczkarek assina ainda a concepção do figurino e a produção do cenário, pintado à mão.

Eu Estive Aqui aponta para o eterno que há em cada instante e exibe a intensidade do momento presente, tão presente na dança, efêmera por natureza. Uma traço celebração que provoca no público a vontade de subir no palco e também se entregar à dança.

No espetáculo temos um aprofundamento da busca humana, independentemente de local e tempo. A vontade de perpetuar o momento, que quando representado, já não existe mais. São movimentos que remetem a uma língua oculta, talvez ancestral, repleta de significados desejosos por comunicar a impossibilidade de compreender. Uma incompreensão que muitas vezes gera o impulso por deixar uma marca, ainda que seja uma cicatriz no planeta, um grito estático: eu estive aqui!

FICHAS TÉCNICAS:

EU ESTIVE AQUI

Ano de estreia: 2010
Direção Geral: Tânia Baumann
Coreografia: Mark Sieczkarek
Elenco: Andressa Pereira, Débora Jung, Gabriela Sulczinski, Júlia Ribeiro, Kyrie Isnardi, Safia, Samuel Rodrigues, Tayná Barboza.
Participação: Eduarda Schneider Steyer
Cenário e Figurinos: Mark Sieczkarek
Confecção cenários: Mark Sieczkarek, Mahendra e Elenco
Confecção de Figurinos: Neusa Guidotti e Cleusa Guidotti
Trilha Musical: Mark Sieczkarek
Direção Técnica e Operação de Som: André Birck
Design e Operação de Luz: Maurício Moura
Técnico de Palco: Daniel Fetter
Cenotécnico e Contra-regra: Sérgio Dornelles
Coordenação de Audiovisual: Bruno Polidoro
Design Gráfico: Mahendra
Contabilidade: Ética Contabilidade
Financeiro: Celina Robin
Coordenação de Projetos: Renato Mesquita
Comunicação e Assessoria de Imprensa: Andressa Griffante | Comunicação e Conteúdo
Planejamento, Gestão e Marketing: Ativar – Pessoas | Projetos

AS ÚNICAS COISAS ETERNAS SÃO AS NUVENS

Ano de estreia: 2015
Direção Geral: Tânia Baumann
Direção Artística, Coreografia e Concepção: João Butoh
Consultoria: Elena Quintana e Luís Augusto Fischer
Cenário, Figurinos e Adereços: João Butoh
Confecção de Cenário, Figurinos e Adereços: João Butoh, Supriya e bailarinos
Elenco: Andressa Pereira, Débora Jung, Júlia Ribeiro, Kyrie Isnardi, Safia, Tayná Barboza
Direção Técnica e Operação de Som: André Birck
Design e Operação de Luz: Maurício Moura
Técnico de Palco: Daniel Fetter
Cenotécnico e Contra-regra: Sérgio Dornelles
Assistência de Produção: Kyrie Isnardi, Supriya
Design Gráfico: Mahendra
Coordenação de Audiovisual: Bruno Polidoro
Contabilidade: Ética Contabilidade
Financeiro: Celina Robin
Coordenação de Projetos: Renato Mesquita
Comunicação e Assessoria de Imprensa: Andressa Griffante | Comunicação e Conteúdo
Planejamento, Gestão e Marketing: Ativar – Pessoas | Projetos

Sobre a Porto Alegre Cia de Dança

A Porto Alegre Cia de Dança é um projeto consolidado que surgiu da união de forças criativas e representativas da comunidade, entre artistas, pensadores, técnicos e executivos. Ela é marcada por forças convergentes, tanto da iniciativa privada como do poder público, trabalhando com determinação para viabilizar este modelo de Companhia.

A sua atuação tem se pautado por duas premissas: independência artística e gestão autônoma. Ao buscar independência artística, a Companhia opta por não ter um coreógrafo residente e dançar a diversidade, através das mais atuais linguagens contemporâneas desenvolvidas por criadores do Brasil e do mundo, sob orientação e visão estética da diretora artística. Ao trabalhar com uma gestão autônoma, busca os recursos financeiros para sua manutenção através de projetos de fomento à cultura tanto no âmbito público como privado.

AS ÚNICAS COISAS ETERNAS SÃO AS NUVENS
Dia 31 de março e 1º de abril
Quinta e sexta-feira, às 21h
Theatro São Pedro

Ingressos populares:
Inteira – R$ 20,00
Meia-entrada – R$ 10,00 (para idosos, estudantes e para jovens entre 16 e 29 anos pertencentes a famílias de baixa renda, mediante comprovação de matrícula CADÚNICO)

Ponto de venda:

No local – Bilheteria do Theatro São Pedro (Praça Marechal Deodoro, s/n° / Centro Histórico / Porto Alegre/RS)
Horários de funcionamento da bilheteria:
Dias úteis – Das 13h até o horário de início do espetáculo / Quando não há espetáculo, das 13h às 18h30
Sábados e Domingos – Das 15h até o horário de início do espetáculo

Online – www.compreingressos.com

EU ESTIVE AQUI
Dias 2 e 3 de abril
Sábado às 20h e domingo às 18h
Theatro São Pedro

Ingressos populares:
Inteira – R$ 20,00
Meia-entrada – R$ 10,00 (para idosos, estudantes e para jovens entre 16 e 29 anos pertencentes a famílias de baixa renda, mediante comprovação de matrícula CADÚNICO)

Ponto de venda:
No local – Bilheteria do Theatro São Pedro (Praça Marechal Deodoro, s/n° / Centro Histórico / Porto Alegre/RS)
Horários de funcionamento da bilheteria:
Dias úteis – Das 13h até o horário de início do espetáculo / Quando não há espetáculo, das 13h às 18h30
Sábados e Domingos – Das 15h até o horário de início do espetáculo

Online – www.compreingressos.com

Mais informações: www.poaciadanca.com.br
E no site do TSP:
http://www.teatrosaopedro.com.br/eventos/porto-alegre-cia-de-danca-rs/
http://www.teatrosaopedro.com.br/eventos/eu-estive-aqui-rs/

Crédito: Gabriela Paludo Sulczinski

Crédito: Gabriela Paludo Sulczinski

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