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Postado em out 8, 2015 em Destaque, Gastronomia

Cervejas premiadas brasileiras ganham livro

 

Em plena ascensão, as cervejas artesanais no Brasil conquistam tantas medalhas que em setembro de 2015 superaram a marca de 365 no ano. Ou seja, apenas com os títulos já garantidos, sem considerar os ainda por vir, é como se todo dia pelo menos uma cerveja fosse premiada. No conjunto, desde as primeiras conquistas, em 2007, já são 1.035 medalhas, divididas por 455 cervejas, de 120 cervejarias, de nove estados. Sob esse bombardeio de platinas, ouros, pratas e bronzes, como distinguir os rótulos? Com o propósito de responder a essa pergunta, o jornalista Altair Nobre, editor da Revista BeerArt, elaborou o Guia das Cervejas Premiadas Brasileiras, lançado em 6 de outubro e disponível para venda na lojabeerart.com. É um guia ilustrado em formato fácil de portar (14,5cm x 20cm, com 192 páginas).

Para se tornar realidade, o projeto recebeu impulso via campanha de financiamento coletivo na plataforma Kickante. Contou com o apoio de leitores que garantiram a compra antecipada do livro e da Cervejaria Bierlando, uma das mais premiadas do Brasil, que colaborou adquirindo uma cota de patrocínio.

Para montar a obra, estruturada na forma de ranking, o jornalista pesquisou todas as edições dos concursos mais relevantes, entre nacionais, continentais e internacionais, e tabulou e atualizou os dados em planilhas. Para distinguir o valor da medalha e o grau de dificuldade de cada uma, concebeu uma metodologia com pesos diferentes. Concluído o ranking, em 2014, ganhou uma versão on-line, no site revistabeerart.com.

“O livro é a ampliação e o aperfeiçoamento dessa iniciativa”, explica Altair, que combina a graduação em Jornalismo − tendo trabalhado no jornal Zero Hora, de Porto Alegre (RS), por mais de 20 anos, cinco deles como editor-chefe − com a formação de sommelier, pelo Instituto da Cerveja Brasil.

As características de cada cerveja foram pesquisadas pelo autor em um mosaico de fontes, entre consultas a sites de cervejarias (quando disponíveis), telefonemas, e-mails e mensagens nas redes sociais. Para as fichas, buscou dados de teor alcoólico, amargor, cor, temperatura e copos adequados, tendo um esforço extra para apurar informações precárias ou conflitantes. Não menos complexa foi a garimpagem de imagens. Em muitos casos, o design dos rótulos foi confeccionado dias antes da finalização do livro.

O Guia das Cervejas Premiadas Brasileiras foi concebido para servir a todos os participantes da cadeia, desde a fábrica até a mesa.Veja o porquê:
– o cervejeiro autor de rótulos premiados tem o fruto de seu trabalho reconhecido;
– o cervejeiro em fase de aprimoramento ganha parâmetros para o seu aprendizado;
– o comerciante dispõe de um reforço como argumento de venda;
– o sommelier conta com um roteiro organizado com características de cervejas bem-sucedidas em seus estilos;
– o consumidor recebe uma fonte de consulta capaz de ampará-lo em suas escolhas e descobertas.

Ao longo do livro, as cervejas estão ordenadas por uma equação que combina a quantidade, a relevância e, como critério de desempate, a atualidade das medalhas (exemplo: quando duas cervejas têm as mesmas, vem antes a com conquistas mais recentes). Se persiste a igualdade, adota-se a ordem alfabética. Para saber mais sobre os critérios clique aqui.

Porém, essa classificação é diferente de tabela de futebol. Nenhuma corre o risco de cair para a segunda divisão por estar mais ao final da lista. “É um ranking em que todas merecem atenção. Muitas dispostas em uma colocação mais distante, apenas estão assim porque tiveram pouco tempo para abocanhar prêmios. São estrelas em ascensão”, avalia Altair.

Os concursos e os pesos
O levantamento cruza todas as edições de 12 competições, desde o ano 2000 (os primeiros triunfos surgiram em 2007). Os concursos estão divididos entre quatro pesos: 1, 1,5, 2 e 3.

World BeerCup−Peso 3
A Copa do Mundo da Cerveja, realizada a cada dois anos, é o concurso mais antigo. Em paradoxo, é o que menos premiou cervejas brasileiras. Em toda a sua história, desde 1996, são apenas seis medalhas −três nos anos 90, antes do “boom” das artesanais, foco deste livro: Antarctica (prata em 1996 e 1998) e Kronenbier (prata em 1998). O primeiro ouro só viria em 2014, com a WälsDubbel. Pelo grau de dificuldade, é um concurso de peso 3.

World BeerAwards (medalhas internacionais), EuropeanBeer Star, InternationalBeerChallenge e Mondial de La Bière no Exterior (Montreal/Mulhouse/Strasbourg) − Peso 2
No conjunto, essas disputas internacionais concederam 159 medalhas para cervejas brasileiras (15,4% das 1.035).

Continentais (Copa Cervezas de América e South Beer Cup), Australian International Beer Awards, Mondial de La Bière Rio e World Beer Awards (medalhas continentais) − Peso 1,5

As quatro concederam 460 medalhas (44,4%)

Concurso Brasileiro de Cervejas (Festival Brasileiro da Cerveja) − Peso 1

Das 1.035 medalhas conquistadas por cervejas brasileiras, 413 (quase 40%) vêm apenas do evento em Blumenau.

Exceções
Casos especiais, de rótulos distinguidos com platina ou destaque como Cerveja do Ano, tiveram uma subida de peso extra.

O levantamento está atualizado até os resultados da Copa Cervezas de América 2015, revelados em 26 de agosto. O concurso seguinte, a ser publicado na próxima edição deste guia, é o World Beer Awards, que terá novidade: uma etapa nacional de premiação (peso 1).

Ao final do livro, dois índices oferecem formas de consulta que facilitam comparações entre as cervejas e entre as cervejarias.

O primeiro é por estilo. Leva em conta o enquadramento feito pelos avaliadores, atualizado pelos guias mais recentes (2015) da Brewers Association (BA) e do Beer Judge Certification Program (BJCP), as duas referências que dividem as competições. O roteiro tem uma utilidade adicional para produtores, especialmente os homebrewers. Apresenta os critérios considerados pela BA e contrapõe os do BJCP.

A outra relação oferece uma consulta por cervejaria. Facilita ver quantas e quais cervejas premiadas cada uma tem. No caso de ciganas, que utilizaram a fábrica de outras, a lista considera as autoras da receita e não as produtoras.

Serviço
Guia das Cervejas Premiadas Brasileiras (formato 14,5 x 20 cm, 192 pgs.)
Quem: concepção, pesquisa, redação e edição do jornalista e sommelier Altair Nobre, editor da Revista Beer Art. Planejamento gráfico e diagramação de Vanessa Cardoso. Foto de capa de Ricardo Jaeger
Quanto: à venda por R$ 55 em lojabeerart.com

 

Crédito: Ricardo Jaeger/Divulgação

Crédito: Ricardo Jaeger/Divulgação

Crédito: Ricardo Jaeger/Divulgação

Crédito: Ricardo Jaeger/Divulgação

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